quarta-feira, 20 de junho de 2012

KLEINES ROTES HAUS IN HOLLAND


KLEINES ROTES HAUS IN HOLLAND (Casa Vermelha pequena na Holanda)

No outro dia encontrei este pequeno papel que me despoletou imenso interesse. Apesar de estar escrito em alemão, tinha algumas imagens de uma moradia na Holanda, moradia esta que, a meu ver, está muito bem desenhada e construída. Após alguma tentativa para decifrar o que estava escrito em alemão, consegui perceber que este folheto é uma apresentação da moradia, que estava para venda.



A imagem mostra o espaço exterior da moradia, a qual tem um enquadramento muito bem conseguido. Bastante espaço verde, que vem emoldurar a pequena casa encarnada. Tem lajetas para que o carro possa chegar facilmente até à garagem – “importância de colocar o carro de casa, como Franck Lloyd Wright sempre sonhou”. Consegue também perceber-se a existência de uma pequena zona de estadia junto à grande janela envidraçada.



 

Pelo que consta e chegou até nós da História e Teoria da Arquitetura e do Design e, a meu ver, eu diria que esta casa data dos anos 60. Consegue perceber-se que é uma arquitetura muito racional, baseada no purismo formal, planos simples e geométricos. Relativamente ao interior, e neste caso, na sala de estar ou zona social, consegue-se ver várias estantes repletas de livros, duas poltronas (com um aspecto bastante confortável) e um sofá azul petróleo. Ainda na zona social, encontramos a zona de refeições, na qual encontramos quatro cadeiras de design bastante contemporâneo amarelas e uma mesa de tampo circular. Mais uma vez friso a importância da iluminação natural, que vem dar um maior destque a toda a moradia, pontuando os compartimentos com imensa energia positiva.Estas tentativa de misturar cores foi muito pensada e está muito bem conseguida – remetendo-nos, de certa maneira para a Pop Art. Esta utilização de cores gritantes está muito harmoniosa, foi subtilmente ponderada, pois encontra-se um equilíbrio racional de formas.

Projetar uma cozinha sempre foi um verdadeiro drama para qualquer arquiteto ou designer. Se queremos ter as maiores e melhores condições de trabalho, não podemos descurar todos os canos de água, gás, eletricidade, foça ou esgoto. As janelas também são muito importantes, pois facilitam a entrada e saída de ares poluídos ou saturados. A primeira cozinha verdadeiramente pensada para facilitar o quotidiano de quem a utiliza data de 1900, aproximadamente. Antes dessa, tudo era uma perfeita desorganização, quer eu dizer que, os objetos, por vezes não estavam uns aos pé dos outros, o que tornava os percursos, dentro da cozinha, bastante cansativos.
Esta cozinha da KLEINES ROTES HAUS aparenta estar muito bem estruturada. A zona de trabalho e preparação dos alimentos é bastante ampla e está junto ao lava-loiças o que permite uma curta deslocação para alcançarmos a água para lavar os alimentos. Imediatamente a seguir ao lava-loiças encontramos a máquina de lavar roupa, objecto que complementa a cozinha moderna (Adeus tanque!). Lamenta-se não haver uma melhor imagem, de modo a verificar onde se encontra a zona do fogão e do frigorifico, para se poder criticar mais confortavelmente. Mais, bem no fundo da cozinha, encontra-se uma pequena mesa, naturalmente para uma refeição rápida ou até mesmo para as criadas.

 Se compararmos esta moradia com as moradias concebidas em Portugal podemos gritar de horror. Nos anos 60 e 70 em Portugal, as moradias eram, normalmente revestidas com azulejos cheios de padrões geométricos, os quais dão um aspecto de tridimensionalidade – horror ao vazio. Há ainda outro aspecto, é que apesar de serem simples, fazem recurso a “colunas gregas”, de modo a estruturar e enquadrar a casa. É o velho hábito de parecer rico ou parecer piroso?
            
         Isto sim, é Design! (e não tem leões a dar a pata ou panos em renda...)



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