Descobri
há poucos dias uma canção que me fez lembrar as minhas vivências de criança, em
que ambicionava ser grande e ter um voto em qualquer assunto. Agora que sou
adulto, preferia ser criança, despreocupado, sem ter tantas obrigações – é a
saída do ninho.
O
tempo é um elemento poderoso que nos controla e que nos faz tomar decisões,
tudo é pensado consoante um tempo, um compasso, uma batida. Esta cantiga e
letra é uma simbiose perfeita entre a própria escrita e o incrível arranjo
musical, acompanhado por uma belíssima voz, comovente e envolvente.
Faz
parte do nosso reportório de cantigas portuguesas contemporâneas que, por serem
portuguesas, não têm a exposição devida! Grande banda!
=MOCHO=
O
tempo que divides e preenches, nem hesitas
O
refrão que vocalizas com o coração junto à boca
O
outro que sintetizas nas palavras que és pois, aos ouvidos dos encantos,
passantes, ouvintes, perdidos
E
anda com o olhar derretido na tua pele,
A
sorrir sem saber, no ninho que te faz feliz.
MOCHO
Aqui
chegas, aqui levas aquele céu que te contém
Nem
tu sabes, imaginas o palco sobre o mundo
Tu
trabalhas, vendo sempre o concerto que lá vem
Nem
tu sabes, imaginas o palco sobre o mundo
O
dia dá como o olhar que atido na tua pele
A
sorrir sem sair do ninho que te faz feliz.
MOCHO
O
dia dá como o olhar que atido na tua pele
A
sorrir sem sair do ninho que te faz feliz.
André
Lopes Cardoso